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Artigos de Periódicos

URI Permanente para esta coleçãohttp://repositorio.ifro.edu.br/handle/123456789/433

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    Orientar a conduta, projetar o candidato: autoridade e cuidado em um post sobre o ENEM 2025 (parte II de semioses, sujeitos e ideologias no discurso digital)
    (Revista Tópicos, 2026) Timm, Lillian Telma Naitzel Siring; Jesus, Sérgio Nunes de
    Este artigo dá continuidade à leitura discursivo-semiótica de posts sobre o Enem 2025, deslocando o foco da seleção de argumentos e da apresentação temática para a orientação da conduta do candidato. O corpus é uma reprodução de postagem atribuída ao Inep, com recomendações sobre alimentação, descanso e chegada antecipada. A pesquisa qualitativa articula duas perspectivas distintas: posição-sujeito e memória discursiva, na Análise de Discurso materialista (ADm); modalização e programa narrativo, além de tematização e figurativização, na Semiótica Discursiva. O procedimento distingue descrição material, interpretação e limites documentais. As análises identificam uma autoridade apresentada sob forma de aconselhamento, a distribuição de ações entre instituição e destinatário e a coexistência de precisão horária com recomendações de execução indeterminada. A paisagem participado enquadramento cordial sem demonstrar tranquilização efetiva, sucesso acadêmico ou antecipação do tema da redação. O programa de preparação permanece projetado, pois o texto não representa seu cumprimento. Em relação à primeira parte, o estudo desenvolve a diferença entre reconhecer uma orientação, compreender sua pertinência e dispor de condições para realizá-la. Como encaminhamento, propõe-se uma leitura crítica que explicite critérios, responsabilidades e condições práticas das ações recomendadas, preservando a distinção entre análise discursiva, descrição semiótica e comprovação de efeitos sociais.
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    Direito de laje: racismo, invisibilidade e exclusão social (uma análise jurídico-literária)
    (Revista Tópicos, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Santos, Luciano Alves Rodrigues
    O presente estudo analisa o Direito Real de Laje como resposta jurídica às formas históricas de exclusão habitacional relacionadas à raça, à pobreza e à informalidade urbana no Brasil. A pesquisa articula literatura, direito e formação socioespacial para demonstrar como a precariedade da moradia atravessa diferentes períodos, da senzala ao cortiço, da favela à verticalização das residências periféricas. Para isso, examina O cortiço, de Aluísio Azevedo, Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, e Becos da memória, de Conceição Evaristo, relacionando-se às representações de exploração, invisibilidade, pertencimento e desigualdade às estruturas jurídicas de propriedade e moradia. Metodologicamente, trata-se de pesquisa bibliográfica e documental, qualitativa, orientada pelo método dedutivo e pela análise de conteúdo jurídico-literária. O trabalho considera a Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Cidade, a Lei nº 13.465/2017 e os dispositivos do Código Civil referentes ao Direito de Laje. A análise evidencia que a matrícula própria possibilita autonomia patrimonial e reconhecimento jurídico de unidades habitacionais anteriormente mantidas na informalidade. Conclui-se que o Direito de Laje, articulado à REURB, especialmente à REURB-S, amplia a segurança jurídica e a visibilidade registral, embora a efetividade dependa também de políticas públicas, infraestrutura e integração territorial voltadas à garantia da moradia adequada.
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    Entre matas, águas, céus: natureza, oralidade e memória no diálogo entre cosmovisões Iorubás e Guarani
    (RCMOS – Revista Científica Multidisciplinar O Saber, 2026) Silva, Julia de Almeida; Jesus, Sérgio Nunes de; Silva, Reginaldo Conceição da
    Este artigo analisa as relações entre natureza, oralidade e memória na tradição iorubá dos orixás e em aspectos da cosmologia Guarani, buscando compreender aproximações temáticas sem estabelecer equivalências religiosas. A pesquisa caracteriza-se como revisão bibliográfica qualitativa e comparativa, organizada pelos eixos natureza, território, transmissão de conhecimentos e transformação histórica. A discussão examina associações dos orixás com matas, águas e fenômenos atmosféricos, enquanto o recorte Guarani contempla narrativas de criação, referências celestes e vínculos comunitários com o território. Os resultados da revisão indicam que a recorrência de elementos naturais não implica identidade de sentidos, pois cada relação integra contextos culturais específicos. A oralidade evidencia formas de aprendizagem e continuidade da memória cuja compreensão exige considerar as condições históricas de transmissão. Colonização, escravização, catequização e repressão religiosa atravessam os contextos examinados, sem constituírem experiências uniformes. Quadros, esquemas e fotografias de objetos museológicos complementam a exposição, preservando a distinção entre documentação e interpretação. Consideramos que o diálogo intercultural requer contextualização das fontes, reconhecimento da diversidade interna e explicitação dos limites comparativos. A contribuição educativa consiste em favorecer uma leitura das tradições como formas de produção de conhecimentos, evitando generalizações, hierarquizações culturais e correspondências religiosas não fundamentadas.
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    Da autoria simbólica à proteção jurídica: repercussões sociais e culturais das leis federais com nome de mulher no brasil (parte dois)
    (Revista Remunom, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Jesus, Aglaia Letícia Farias Nunes de; Oliveira, Ana Paula dos Santos; Silva, Simone Matia da
    inalização. Dados institucionais são utilizados apenas para contextualizar a utilização dos mecanismos de proteção e suas condições materiais, sem inferência causal de eficácia. Conclui-se que a nomeação pode ser interpretada como reconhecimento simbólico e possibilidade de mediação pedagógica, mas não comprova reparação individual, redução da violência ou recepção popular. A proteção depende de condições institucionais e sociais que não se deduzem da denominação da norma.
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    Da memória ao discurso jurídico: autoria simbólica feminina e nomeação nas leis federais brasileiras (parte um)
    (Revista Remunom, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Jesus, Aglaia Letícia Farias Nunes de; Oliveira, Ana Paula dos Santos; Silva, Simone Matia da
    O artigo investiga como nomes femininos associados a leis federais brasileiras ocupam diferentes lugares de inscrição jurídica. A pesquisa é qualitativa, documental e jurídico-discursiva, fundamentada na Análise de Discurso Materialista de Michel Pêcheux e Eni Orlandi. O corpus intencional reúne seis casos de nomeação, correspondentes às Leis nº 11.340/2006, 12.650/2012, 12.737/2012, 13.772/2018, 14.245/2021 e 15.410/2026, acrescidos da Lei nº 15.212/2025 como documento modificador da denominação Maria da Penha. A conferência documental foi encerrada em 18 de outubro de 2026. Distinguem-se denominação normativa expressa, apelido institucional e nomeação social ou midiática. A análise de ementas, dispositivos e registros legislativos demonstra que o nome pode integrar a própria lei ou circular em documentos institucionais externos a ela. No caso Maria da Penha, a oficialização da denominação na ementa em 2025 constitui mudança documental posterior à edição da norma em 2006. Nos casos Joanna Maranhão e Carolina Dieckmann, o registro institucional de apelido não equivale à inscrição do nome na ementa original. Define-se autoria simbólica feminina como categoria analítica da associação memorial entre nome e norma, distinta da autoria legislativa formal. Conclui-se que a institucionalização das nomeações possui temporalidades e suportes heterogêneos, sem que essa constatação demonstre, isoladamente, reconhecimento popular ou efetividade social.
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    Semioses, sujeitos e ideologias no discurso digital: leitura discursivo-semiótica de posts do Instagram sobre a redação do ENEM 2025
    (Revista Tópicos, 2026) Timm, Lillian Telma Naitzel Siring; Jesus, Sérgio Nunes de
    Este artigo examina como recursos verbais, visuais e digitais produzem efeitos de autoridade e constituem posições-sujeito em dois recortes de posts relacionados à redação do Enem 2025. A pesquisa é qualitativa e se fundamenta na Análise de Discurso materialista, articulada à leitura da imbricação das materialidades significantes. O corpus reúne uma chamada que oferece “melhores argumentos” e recusa “argumentos de bolso”, além de uma peça que apresenta o enunciado “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. O procedimento relaciona marcas lexicais e gráficas, memória discursiva, efeitos de evidência e limites documentais. No primeiro recorte, a hierarquização dos argumentos convive com a negação de fórmulas prontas; no segundo, a abertura semântica do tema convive com sua estabilização como informação visualmente reconhecível. A comparação permite propor uma leitura da legitimação pedagógica e do reconhecimento institucional como funcionamentos distintos que podem convergir na orientação da escrita. Os resultados não demonstram intenção autoral, recepção efetiva ou qualidade dos argumentos anunciados. Como encaminhamento, propõe-se uma prática de leitura que explicite critérios de seleção, diferencie reconhecimento visual de autenticação documental e transforme orientações sintéticas em problemas de argumentação. A contribuição reside na articulação entre descrição material, interpretação discursiva e implicações pedagógicas circunscritas ao corpus.
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    A distinção conceitual entre fenótipo e etnia no direito público brasileiro: da matriz sociológica à segurança jurídica nas políticas públicas
    (Revista Tópicos, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Quintino, Simone Marçal; Silva, Reginaldo Conceição da; Jesus, Aglaia Letícia Farias Nunes de
    O artigo analisa a distinção conceitual entre fenótipo e etnia no Direito Público brasileiro e suas implicações para a segurança jurídica e a efetividade das políticas públicas. Fundamentada no método hipotético-dedutivo, a investigação articula pesquisa bibliográfica e documental à análise de julgados do Supremo Tribunal Federal, estabelecendo diálogo entre sociologia das relações raciais, antropologia e direito constitucional-administrativo. O percurso analítico examina como a ideologia do embranquecimento e o mito da democracia racial contribuíram para o apagamento das diferenças étnicas e para a imprecisão das categorias utilizadas pela administração pública. Com base nas contribuições de Oracy Nogueira e Fredrik Barth, o estudo diferencia a discriminação incidente sobre características corporais socialmente percebidas dos processos de pertencimento comunitário e manutenção de fronteiras étnicas. A análise sustenta que, embora atravessadas pelo racismo estrutural e institucional, essas dimensões demandam procedimentos administrativos específicos. Nesse sentido, o texto defende a avaliação fenotípica na heteroidentificação voltada às cotas raciais e o reconhecimento da autodefinição comunitária, articulado aos estudos antropológicos, na proteção dos direitos étnico-territoriais. Concluímos que a adequação entre critérios de reconhecimento, procedimentos administrativos e direitos protegidos constitui condição para reduzir equívocos institucionais e fortalecer a igualdade material, o pluralismo cultural e a segurança jurídica.
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    O manifesto - história, memória, consciência de classe: ‘do povo, pelo povo, para o povo’ (lutas e disputas aos direitos sociais)
    (Revista Tópicos, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de
    O texto investiga relações entre história das lutas dos trabalhadores, memória discursiva e consciência de classe nas disputas brasileiras sobre direitos sociais. A pesquisa bibliográfica e documental, qualitativa, articula comparação histórica e análise normativa. Mobiliza Marx e Engels (2007; 2010), Lukács (2003), Mészáros (2009),Althusser (2022) e Bourdieu (1989), preservando diferenças teóricas, e emprega posição-sujeito, formação discursiva e memória discursiva como dispositivos da Análise de Discurso Materialista, conforme Pêcheux (1999; 2009). A perspectiva do povo, pelo povo, para o povo orienta o exame da legitimidade, participação e destinatários da proteção, sem equiparar povo e classe. Examina uma paralisação no Egito antigo e experiências modernas no Reino Unido, Índia, Japão e China, sem pressupor continuidade linear e reconhecendo as especificidades dos contextos examinados. No Brasil, aborda a Constituição de 1988, a proteção ao trabalho doméstico, as reformas trabalhista (2017) e previdenciária (2019) e o Contrato Verde e Amarelo. Sustenta que a vulnerabilização das conquistas envolve sua ressignificação como custos, obstáculos ou benefícios particulares, obscurecendo sua gênese coletiva. Propõe restituir mediações entre conquista, inscrição jurídica, circulação discursiva e distribuição material de riscos. Conclui que a crítica às direitas autoritárias exige identificar medidas, temporalidades e agentes concretos, preservando a atuação dos trabalhadores, sem reduzi-los à passividade ou converter adesão política em diagnóstico psicológico.
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    A constituição do sujeito: aproximações entre Freud e Lacan (inconsciente, linguagem e produção da subjetividade na teoria psicanalítica)
    (Revista Tópicos, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Ferrarezi Junior, Celso; Barbosa, Ingrid Letícia Menezes
    O estudo analisa o papel constitutivo da linguagem do sujeito em Freud e Lacan, estabelecendo aproximações entre Psicanálise, Linguística e Análise do Discurso. De abordagem qualitativa e natureza teórico-conceitual, a pesquisa fundamenta-se em levantamento bibliográfico, mediante leitura interpretativa e comparativa de obras de Freud e Lacan, articuladas a produções teóricas da Psicanálise, da Linguística e da Análise do Discurso. Em Freud, evidencia-se que, o sujeito não se reduz à consciência, pois desejos, representações recalcadas e conflitos psíquicos permanecem ativos e retornam em sonhos, lapsos, atos falhos e sintomas. As tópicas freudianas reforçam, assim, a compreensão da subjetividade dividida, na qual o Ego não detém domínio integral da vida psíquica. Nessa perspectiva, Lacan retoma essa divisão e amplia sua dimensão linguística ao conceber o inconsciente estruturado como linguagem e o sujeito como efeito da cadeia significante de sua relação com o Outro e a ordem simbólica. Assim, a linguagem não funciona apenas como instrumento de comunicação, mas como condição estruturante da subjetividade e da produção de sentidos. O diálogo entre os autores demonstra que a fala ultrapassa a intenção consciente. Consideramos assim que tais formulações contribuem para os estudos linguísticos e discursivos ao compreenderem o sujeito como atravessado pelo inconsciente, pela história, pela ideologia, pela memória discursiva e pelas relações simbólicas constitutivas de sua experiência social.
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    Egungum: entre a fé e a lógica do/no imaginário Zangbeto nigeriano
    (Revista Artefactum, 2026-09) Jesus, Sérgio Nunes de; Alves, Bruna Caroline Farias; Silva, Reginaldo Conceição da
    O artigo investiga as manifestações do Egungum e do Zangbeto na Nigéria, compreendendo-as como práticas vinculadas à identidade, à ancestralidade e às formas tradicionais de organização social, para além de uma leitura restrita à dimensão folclórica. Parte-se da compreensão de que essas manifestações articulam sistemas de crenças, saberes, autoridade e ordenamento comunitário situados na relação entre fé, ancestralidade e imaginário coletivo. Nesse contexto, o Egungum expressa a ancestralidade como presença constitutiva das relações entre mortos e vivos, enquanto o Zangbeto se vincula às práticas de proteção, vigilância e autoridade espiritual no âmbito comunitário. O objetivo consiste em analisar a lógica do invisível que atravessa essas manifestações, considerando o modo como o segredo ritualístico participa da legitimação da autoridade tradicional em sua relação com a modernidade. A análise contempla, ainda, a dimensão estética - observando como seus elementos visuais integram a produção simbólica e ritualística dessas práticas, bem como sua articulação com formas consuetudinárias de mediação de conflitos comunitários, familiares e relacionados à terra. Metodologicamente, o estudo fundamenta-se em revisão bibliográfica e interpretação de dados etnográficos, buscando compreender o caráter social e pragmático dessas manifestações no contexto nigeriano. Consideramos que a relação entre Egungum, Zangbeto, fé e imaginário constitui um campo de produção e legitimação de sentidos, no qual ancestralidade, ritualidade, autoridade e proteção comunitária se articulam, contribuindo para a permanência e a ressignificação das instituições tradicionais diante das configurações sociais da modernidade.
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    Mulheres indígenas em Rondônia: política, educação e atuação nos movimentos sociais
    (Revista Tópicos, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Alves, Shyrley de Almeida; Brito, Edmilson Maria de; Santos, Ana Paula de Oliveira dos; Silva, Reginaldo Conceição da
    O estudo analisa a participação política e escolar das mulheres indígenas em Rondônia, articulando educação, território, cultura, organização social e políticas públicas em uma perspectiva histórica e contemporânea. As trajetórias femininas são compreendidas a partir dos saberes tradicionais, da oralidade, dos rituais, da convivência intergeracional e das responsabilidades comunitárias, reconhecendo que a educação ultrapassa os limites da escolarização formal. A Constituição Federal de 1988 e as políticas de Educação Escolar Indígena ampliaram direitos e possibilidades de formação, embora persistam desigualdades estruturais, dificuldades de permanência, mobilidade, formação docente e adequação das políticas às realidades socioculturais. A defesa territorial constitui dimensão fundamental da atuação feminina, pois a terra representa espaço de reprodução social, cultural e política. Paralelamente, associações, movimentos e redes indígenas fortalecem a formação de lideranças, a articulação coletiva e a reivindicação de direitos relacionados à educação, saúde e território. O texto evidencia que escola, participação política e organização comunitária não constituem processos isolados, mas dimensões interdependentes. Assim, a atuação das mulheres indígenas configura-se mediante negociações entre conhecimentos tradicionais, escolarização, políticas estatais, pertencimento territorial e mobilização coletiva, revelando protagonismo na preservação cultural, na defesa dos direitos e na continuidade das comunidades indígenas de Rondônia.
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    Governança institucional do NEABI e a educação das relações étnico-raciais: integração entre ensino, pesquisa, extensão e inclusão
    (Revista Tópicos, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Brito, Edmilson Maria de; Alves, Shyrley de Almeida; Silva, Reginaldo Conceição da
    O estudo analisa a constituição institucional do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) do IFRO, campus Cacoal, compreendendo-o como estratégia de consolidação da Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) e como modelo de governança educacional. A análise articula a trajetória histórica dos NEABs no Brasil, a fundamentação jurídica da ERER e o processo de institucionalização do núcleo no IFRO. Destaca-se que sua atuação está respaldada por marcos legais e normativos que incorporam as relações étnico-raciais às responsabilidades educacionais e institucionais. No campus Cacoal, o NEABI apresenta organização pluridisciplinar e intersetorial, reunindo coordenação, servidores, estudantes e comunidade externa, além de estabelecer articulações com diferentes setores e núcleos de inclusão. Suas competências abrangem ensino, pesquisa, extensão, formação continuada, assessoramento institucional e ações afirmativas, relacionando currículo, produção científica, participação comunitária, acolhimento e equidade. O estudo evidencia que planejamento, acompanhamento, avaliação, distribuição de responsabilidades e integração institucional favorecem a continuidade das ações. Os impactos identificados envolvem valorização da diversidade, qualificação do ensino, permanência estudantil, produção de conhecimento, relações interculturais e enfrentamento do racismo. Como perspectivas futuras, destacam-se o fortalecimento de parcerias, redes institucionais, pesquisa, comunicação e sustentabilidade administrativa e financeira. Essas dimensões reforçam a ERER no planejamento institucional e ampliam a atuação do núcleo.
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    Leitura, oralidade e escrita na visão baconiana: fundamentos para um letramento integral
    (Revista Tópicos, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Ferrarezi Junior, Celso; Barbosa, Ingrid Letícia Menezes
    O presente estudo analisa a integração entre leitura, oralidade e escrita a partir da máxima baconiana segundo a qual a leitura torna o homem pleno, a conversação o torna pronto e a escrita o torna preciso. Dessa feita, propõe-se o Circuito L-D-E como modelo de letramento integral, articulando a epistemologia de Francis Bacon, a Semântica de Contextos e Cenários e a pedagogia crítica. Assim, o procedimento é desenvolvido a partir da pesquisa qualitativa, do tipo pesquisa-ação, com 95 estudantes do Ensino Médio, mediante leitura cenárica, conferências socráticas e reescrita em camadas. O corpus reúne diários de leitura, debates e versões sucessivas de artigos de opinião, analisados por categorias relacionadas à densidade cenárica, precisão argumentativa e coesão textual. Os resultados indicam avanços na articulação entre repertório, argumentação e autoria: houve aumento de 240% na incorporação produtiva de dados e redução de 62% de falácias lógicas, clichês passionais e ataques ad hominem nos debates. Qualitativamente, observou-se maior segurança discursiva e superação do medo do erro. Consideramos assim que o desenvolvimento da escrita depende da interação sistemática entre leitura crítica, oralidade argumentativa e reescrita processual - embora sua aplicação exija condições institucionais, formação docente e infraestrutura adequadas. Isso posto, o modelo desloca o ensino fragmentado para a prática integrada, autoral, crítica e socialmente orientada.
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    Heteroidentificação em processo seletivos: miscigenação, fenótipo e o respeito à autodeclaração parda
    (Revista Tópicos, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Brito, Edmilson Maria de; Alves, Shyrley de Almeida; Silva, Reginaldo Conceição da; Silva, Suzenir Aguiar da; Quintino, Simone Marçal
    Este artigo analisa a heteroidentificação em processos seletivos brasileiros, considerando a miscigenação, a diversidade fenotípica e o respeito à autodeclaração de pessoas pardas. O estudo parte da consolidação das políticas de ações afirmativas e examina a evolução normativa das reservas de vagas, destacando a heteroidentificação como procedimento complementar, e não substitutivo, à autodeclaração. Metodologicamente, adota abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, articulando legislação, decisões judiciais, documentos oficiais e estudos sobre relações raciais. A análise evidencia que o fenótipo constitui critério central da avaliação, enquanto ancestralidade, origem familiar e traços físicos isolados não devem fundamentar a decisão das comissões. Ressalta-se que a categoria parda apresenta particular complexidade em razão da formação histórica brasileira, das variações fenotípicas e das diferenças entre autoclassificação e percepção social. O estudo também demonstra que a legitimidade do procedimento depende de critérios previamente definidos, atuação colegiada, motivação das decisões, transparência, contraditório, ampla defesa e direito ao recurso. Consideramos que o aperfeiçoamento da heteroidentificação exige formação continuadas comissões e redução de arbitrariedades, de modo a conciliar a proteção das ações afirmativas, a diversidade racial brasileira e o tratamento digno dos candidatos, sem converter o procedimento em instrumento de classificação racial rígida ou definição absoluta da identidade.
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    O capital e a análise do discurso materialista: fundamentos da linguagem, da ideologia e das práticas discursivas
    (Revista Tópicos, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Ferrarezi Junior, Celso
    O artigo discute os fundamentos da Análise do Discurso Materialista a partir das contribuições de Karl Marx, com ênfase na obra O Capital, evidenciando a centralidade da linguagem, da ideologia e das práticas discursivas na constituição das relações sociais. Fundamentado no materialismo histórico-dialético, o estudo analisa o discurso como prática material atravessada pelas condições históricas de produção, pelas formações ideológicas e pelas relações de classe, compreendendo que os sentidos não são produzidos de forma neutra, mas resultam de processos históricos e sociais. Nessa perspectiva, evidencia-se que, os discursos econômicos, políticos e institucionais participam da reprodução das relações de dominação ao naturalizar as contradições inerentes ao modo de produção capitalista e ao conferir legitimidade às estruturas de exploração. O artigo também destaca que a ideologia atua na constituição dos sujeitos e na produção dos efeitos de evidência e de transparência da linguagem, ocultando os conflitos e as disputas que atravessam a sociedade. Desse modo, a Análise do Discurso Materialista, ancorada nos pressupostos marxistas, ultrapassa a dimensão estritamente linguística ao compreender o funcionamento dos processos de significação em sua relação indissociável com a história, a ideologia e a materialidade social. Consideramos assim que - a interlocução entre O Capital e a Análise do Discurso oferece fundamentos teóricos consistentes para desnaturalizar discursos hegemônicos, revelar os interesses inscritos nas práticas discursivas e compreender os mecanismos de produção, reprodução e contestação das relações de poder na sociedade contemporânea.
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    Língua(gem) da submissão: dispositivo de controle, impactos e ideologias em/nas/das mulheres amazônidas
    (Revista Tópicos, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Alves, Shyrley de Almeida; Silva, Reginaldo Conceição da; Silva, Suzenir Aguiar da; Brito, Edmilson Maria de
    A Análise do Discurso (AD) oferece uma perspectiva crítica sobre como a ideologia molda a linguagem e as relações sociais na Amazônia, onde a submissão feminina é frequentemente legitimada por discursos religiosos que se entrelaçam com a cultura machista regional. A interseção entre machismo e exegese bíblica perpetua hierarquias sociais e silencia a voz feminina e reforça um poder vertical que marginaliza novas formas de subjetivação. Apalavra ‘submissão’ é uma ferramenta ideológica que se apresenta como ‘vontade divina’ e destaca, por sua vez, a necessidade de reexaminar esses discursos na promoção da equidade de gênero e os direitos humanos na região. A articulação entre AD e Linguística Textual é essencial para entender a produção e interpretação desses discursos, considerando os aspectos sociais, culturais e históricos envolvidos. A análise revela a importância de dar voz às mulheres e desafiar as narrativas dominantes, sugerindo caminhos para a transformação social. Dessa forma, a AD testifica as dinâmicas de poder e contribui para a promoção da justiça social e a igualdade de gênero Amazônida ao enfatizar a necessidade de questionar e, ao mesmo tempo, transformar os discursos que perpetuam a opressão.
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    Folia de Reis: da cultura popular à construção identitária como prática social em comunidade tradicional
    (Revista Artefactum, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Silva, Reginaldo Conceição da; Alves, Shyrley de Almeida; Barbosa, Ingrid Letícia Menezes; Brito, Edmilson Maria de; Souza, Elizângela Ataíde de
    Nesse contexto, a Folia de Reis pode ser compreendida como uma prática social que ultrapassa os limites da celebração religiosa, constituindo-se em importante mecanismo de construção e fortalecimento identitário nas comunidades tradicionais. Por meio da transmissão intergeracional de saberes, valores, cantos, símbolos e rituais, os participantes preservam referências culturais que contribuem para o reconhecimento de pertencimentos coletivos e para a continuidade de memórias compartilhadas. A vivência da festividade promove a integração entre diferentes sujeitos da comunidade, fortalecendo vínculos sociais e reafirmando modos de vida construídos historicamente em torno da solidariedade, da cooperação e do respeito às tradições. A dimensão comunitária da Folia de Reis evidencia a cultura popular como espaço de produção de significados e de afirmação das identidades locais. Nesse processo, a participação ativa dos foliões, das famílias anfitriãs e dos demais membros da comunidade possibilita a manutenção de práticas culturais que se renovam sem romper com seus fundamentos simbólicos. Assim, a tradição não se apresenta como elemento estático, mas como experiência dinâmica que dialoga com as transformações sociais e com os desafios contemporâneos. Desse modo, a Folia de Reis reafirma seu papel como patrimônio cultural imaterial e como expressão coletiva capaz de articular fé, memória, pertencimento e identidade. Sua permanência ao longo do tempo demonstra a relevância das manifestações populares na valorização das comunidades tradicionais, contribuindo para a preservação de seus saberes, para o fortalecimento das relações sociais e a construção contínua de identidades culturais plurais
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    Corpo, território, discurso: a linguagem como instrumento de poder e violência de gênero na Amazônia
    (Revista Veredas do Direito, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Alves, Shyrley de Almeida; Brito, Edmilson Maria de; Figueiredo, Juliana dos Santos; Silva, Reginaldo Conceição da; Silva, Suzenir Aguiar da
    O artigo analisa a relação entre linguagem, educação, poder e violência de gênero no contexto amazônico, compreendendo o corpo feminino e o território como espaços historicamente submetidos a processos de controle, exploração e silenciamento. Fundamentado em autores como Foucault, Butler, hooks, Vigotski, Duarte e Saffioti, o estudo demonstra que a violência de gênero não se restringe às agressões físicas, mas é sustentada por estruturas discursivas que naturalizam a subordinação feminina e legitimam relações de dominação. A pesquisa evidencia que a linguagem atua como mecanismo de produção de realidades sociais, influenciando percepções, comportamentos e formas de organização do poder. Na Amazônia, discursos institucionais, jurídicos e culturais frequentemente invisibilizam mulheres indígenas, ribeirinhas, quilombolas e negras, reforçando desigualdades de gênero, raça e classe.
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    Ecologias linguísticas na Amazônia indígena: bilinguismo, identidade cultural e justiça educacional no Alto Solimões
    (Revista Tópicos, 2026) Jesus, Sérgio Nunes de; Lima, Jorge Luiz de Freitas; Silva, Suzenir Aguiar da; Brito, Edmilson Maria de; Alves, Shyrley de Almeida; Silva, Reginaldo Conceição da
    O presente estudo analisa as relações entre bilinguismo, identidade cultural e educação escolar indígena na região do Alto Solimões, evidenciando os desafios enfrentados por estudantes das etnias Tikuna, Marubo e Kokama no processo de aprendizagem da língua portuguesa como segunda língua. A partir da análise de fluxogramas e entrevistas realizadas com falantes indígenas, a pesquisa demonstra que o domínio do português é influenciado por fatores sociais, culturais, familiares e educacionais, revelando desigualdades no acesso às práticas de letramento e ao desenvolvimento das competências linguísticas exigidas pelos ambientes escolares e acadêmicos. Os resultados apontam que as maiores dificuldades concentram-se na escrita, na leitura e na compreensão de vocabulários técnicos, situações frequentemente agravadas pela ausência de metodologias específicas para o ensino do Português como Segunda Língua e pela insuficiência de materiais didáticos interculturais.
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    Vozes sintéticas, direitos reais: a clonagem de voz e os limites da propriedade intelectual na era da IA (desafios jurídicos e éticos no caso ‘A Sina de Ofélia’ e a legislação brasileira)
    (RevistaVeredas do Direito, 2026) Puleto, Alexandre Cury; Bemfica, Melina Macedo; Jesus, Aglaia Letícia Farias Nunes de; Jesus, Sérgio Nunes de
    O artigo analisa os impactos da Inteligência Artificial (IA) generativa na produção musical, com ênfase nos desafios éticos e jurídicos relacionados aos direitos autorais e aos direitos da personalidade. Os autores demonstram que a evolução tecnológica permitiu a criação de composições, interpretações e vozes sintéticas capazes de reproduzir características humanas com elevado grau de realismo, o que desafia os modelos tradicionais de proteção jurídica. Nesse contexto, a legislação brasileira, especialmente a Lei nº 9.610/1998, mostra-se insuficiente para responder às novas demandas decorrentes da interação entre criatividade humana e sistemas algorítmicos.