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Língua e contexto social no viés amazônida: ancestralidade e identidade como trança de saberes afro-indígenas

Resumo

O estudo destaca a Amazônia como um território de profunda diversidade sociolinguística e cultural, onde a língua é mais que um instrumento de comunicação: é veículo de resistência, identidade e transmissão de saberes ancestrais. A “trança de saberes” simboliza a fusão entre matrizes afro e indígenas, fortalecendo a resiliência contra ameaças externas, além de atuar como escudo contra o desmatamento, pelo manejo comunitário dos territórios tradicionais. A preservação da língua materna é vista como ato político e afirmativo, que sustenta práticas culturais, espiritualidade e modos de convivência com a natureza. A ancestralidade é força dinâmica, que se manifesta na cultura física e na memória coletiva, guiando decisões de resistência contra projetos de exploração e destruição. A interculturalidade dialoga com o respeito às diferentes epistemologias, promovendo a educação contextualizada e plurilinguística, essencial para a sustentabilidade da região. A relação entre território, língua e identidade é indissociável; o território funciona como espaço sagrado e de autonomia, cuja preservação é vital para a manutenção da cultura e do modo de vida tradicionais. Assim, a proteção dessas identidades fortalece a soberania e contribui para o Bem-Viver na Amazônia.

Descrição

Pesquisa desenvolvida entre as parcerias do grupo Língua(gem), Cultura e Sociedade: Saberes e Práticas Discursivas na Amazônia (PDA-CNPq-IFRO) com o Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (PNCSA), da Universidade do Estado do Amazônia (UEA), campus Tabatinga-AM.

Palavras-chave

Resistência, Diversidade, Saberes, Território, Soberania

Citação

OLIVEIRA, A. P. S. et al. Língua e Contexto Social no Viés Amazônida: Ancestralidade e Identidade Como Trança de Saberes Afro-Indígenas. Revista Tópicos, Rio de Janeiro, v. 4, n. 33, p. 1-41, 2026. ISSN: 2965-6672.