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Dissertação de Mestrado

URI Permanente para esta coleçãohttp://repositorio.ifro.edu.br/handle/123456789/1162

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  • Item type: Item ,
    Território tradicional Purubora e a escola Ywara: um caminho para a preservação da cultura, ensino e saberes ancestrais
    (2026) Montanha, Gisele de Oliveira; Bispo, Rafael Carlos; http://lattes.cnpq.br/3828967367733479; http://lattes.cnpq.br/7705105695517301
    A presente dissertação insere-se no âmbito do Mestrado Profissional em Ensino de Geografia em Rede Nacional (PROFGEO) e apresenta resultados de pesquisa realizada na Aldeia Aperoi (Seringueiras/RO), onde vivem integrantes do povo Purubora. Trata-se de um grupo étnico originário do estado de Rondônia que teve sua identidade negada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) na década de 1990, sob a alegação de não serem indígenas, sendo posteriormente expulsos de seu território tradicional. E somente reconhecidos pela FUNAI nos anos 2000, este grupo encontra-se na luta pela demarcação do seu território e pela revitalização da sua cultura e identidade, reorganizando-se em torno de uma área adquirida pela matriarca do povo Emília Purubora. O estudo teve como objetivo geral analisar a contribuição da Escola Indígena Estadual de Ensino Fundamental Ywara Purubora, para o fortalecimento da identidade cultural e a valorização do território tradicional, mediante o desenvolvimento e aplicação de um Produto Técnico Educacional – Cartilha pedagógica, fundamentada na Etnogeografia Purubora. A fundamentação teórica articula os conceitos de território, enquanto espaço de resistência política e simbólica, e de Etnogeografia, como ferramenta de leitura do espaço vivido. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem qualitativa de natureza participativa, utilizando-se da observação participante, análise documental e entrevistas semiestruturadas com docentes e discentes do 2º ano do Ensino Fundamental – Anos Iniciais. A intervenção pedagógica consistiu na elaboração colaborativa e aplicação da cartilha bilíngue "Meroã Purubora bâj: dopa xaha oiwâ âka aperoi", alinhando os saberes ancestrais aos objetos de conhecimento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Os resultados evidenciaram que o material didático atuou como um recurso de mediação intercultural, promovendo a aprendizagem significativa e o letramento geográfico contextualizado. Conclui-se que a inserção da Etnogeografia Purubora no currículo escolar, através de materiais próprios, legitima os conhecimentos tradicionais no ambiente formal de ensino, fortalecendo o senso de pertencimento e instrumentalizando os discentes na luta pela demarcação e preservação de seu território tradicional.
  • Item type: Item ,
    A percepção dos professores de Geografia sobre interpretação ambiental: um estudo de caso no ensino fundamental – anos finais em duas escolas estaduais de São Miguel do Guaporé/RO
    (2025) Leal, Adeilton Freire; Carvalho, Edione Teixeira de
    A Interpretação Ambiental (IA), estratégia sensibilizadora, cujo precursor é Freeman Tilden, é reconhecida como uma poderosa ferramenta de ensino capaz de mobilizar estudantes sobre questões ambientais através do contato direto ou de recursos ilustrativos. No contexto brasileiro, embora sua aplicação no ensino formal seja recente, a IA tem despertado interesse, principalmente em pesquisas sobre trilhas interpretativas. Este estudo busca compreender a percepção dos professores de Geografia do Ensino Fundamental – Anos Finais em duas escolas estaduais de São Miguel do Guaporé/RO sobre a IA. A pesquisa é de natureza qualitativa, de caráter exploratório e configurada como Estudo de Caso, utilizando a revisão bibliográfica como um procedimento técnico aliado à coleta de dados por meio de questionário semiestruturado e um grupo focal com cinco professores. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo, com base em Bardin (1977), por meio de quatro categorias: IA no Contexto da BNCC; IA na Formação Inicial e Continuada; Utilização da IA como Estratégia Sensibilizadora; e Percepção da IA como Prática Pedagógica Emancipadora. Os resultados demonstram que, embora haja possibilidades de uso da IA por meio dos objetos de conhecimento da BNCC, a necessidade de aperfeiçoamento dos professores é evidente, visto que eles não tiveram acesso direto à IA em suas formações iniciais ou continuadas. Contudo, mesmo com a lacuna formativa e pouca experiência no ensino de Geografia, os docentes demonstraram aptidão, desejo de utilizar estratégias sensibilizadoras e, inclusive, fazem uso intuitivo da IA. A pesquisa alcançou resultados satisfatórios, indicando que, com o aperfeiçoamento profissional dos professores colaboradores poderá contribuir significativamente em suas formações e, em suas práticas poderão sensibilizar sujeitos ativos e críticos. O produto desta dissertação é um guia para professores de Geografia sobre a utilização da IA.