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Item Filosofia verde: decolonialidade, sustentabilidade e emergências epistêmicas(2023) Valim, RicardoAs várias transformações pelas quais passa a sociedade, sobretudo, derivadas do fomento tecnológico tem possibilitado à humanidade criar novos espaços dialógicos e pensar temáticas pertinentes. Temas como a conservação do meio ambiente por meio de uma educação ambiental de qualidade tem chamado a atenção. Da mesma forma pode-se afirmar sobre a valorização do pensamento dos povos indígenas que, por exemplo, ao contrário da mentalidade colonial que separa o ser humano da natureza, considera o ser humano como integrado à natureza que o cerca. Objetiva-se analisar o valor da práxis educativa decolonizadora de uma da Filosofia do Verde que apoiada em epistemologias extra eurocêntricas como é o caso da literatura indígena brasileira contemporânea possibilita uma reflexão filosófica para uma busca mais eficaz da conservação ambiental sustentável e de saberes dos povos indígenas. A presente pesquisa justifica-se pela carência de discussões construtivas em prol da conservação ambiental, da sustentabilidade e da valorização de elementos epistêmicos literários provenientes dos povos indígenas que dentro de sua perspectiva podem contribuir de forma significativa para esta discussão. A metodologia é uma pesquisa constituída por leitura e análise das obras de autores indígenas como: Ailton Krenak; Álvaro Tukano; Daniel Munduruku; Davi Kopenawa; Kaká Werá Jecupé, conta ainda com textos de Leonardo Boff, Roger Scruton e os estudos do pesquisador Leno Francisco Danner. Autores como estes são importantes porque a partir de suas cosmovisões e estudos fornecem elementos para novas reflexões, descolonizando saberes e refletindo sobre possibilidades de ações sustentáveis. Os primeiros resultados levam a compreender que há um substancial contribuição epistêmica, autêntica e filosófica, sobretudo, dos povos indígenas para se pensar a sustentabilidade e a preservação ambiental. Conclui-se que a valorização dos ensinamentos presentes na literatura indígena brasileira contemporânea, por exemplo, tem possibilitado a perpetuação de suas identidades e seus saberes por meio de uma voz-práxis-política, mas também têm oportunizado uma reflexão decolonial-comportamental-sustentável do ser humano em relação a natureza em toda a sua extensão.