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Item type: Item , Ambientes acadêmicos afetivos: análise da relação entre usuários e espaço no IFRO – Campus Vilhena(2026) Souza, Sarah Gabrielly Martins de; Cerqueira, Louise Maria MartinsEsta pesquisa investiga como os usuários se relacionam com os espaços coletivos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia — Campus Vilhena, a partir dos princípios da arquitetura afetiva, da percepção ambiental e da humanização dos ambientes educacionais. O ponto de partida é a compreensão de que os espaços acadêmicos vão além de sua funcionalidade: eles também precisam favorecer a permanência, a convivência, a apropriação, o conforto e o sentimento de pertencimento de quem os ocupa. A metodologia adotada é qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, combinando revisão bibliográfica, análise documental, visitas de campo, registros fotográficos, croquis, observações sistemáticas e coleta participativa por meio de banners interativos. A investigação se concentrou em quatro espaços do campus Bloco A, Centro de Convivência, Pátio Central e Área Verde, considerando aspectos físicos, espaciais, ambientais, funcionais, sociais e emocionais. Os resultados mostraram que, apesar de o campus atender às demandas básicas de circulação e funcionamento institucional, muitos ambientes apresentam problemas de calor, ventilação deficiente, ruído, falta de mobiliário adequado, pouco sombreamento e escassez de lugares qualificados para descanso e convivência. Os próprios usuários relataram experiências de cansaço, estresse, desconforto e ansiedade, mas também apontaram formas criativas de apropriação simbólica e possibilidades reais de transformação dos espaços. Com base nessas análises, foram elaboradas diretrizes projetuais para a requalificação dos ambientes coletivos, priorizando intervenções sensíveis e de baixo impacto, ligadas ao conforto, à permanência, à acessibilidade, ao mobiliário e à valorização das áreas de convivência. A conclusão é que a arquitetura afetiva tem muito a oferecer ao repensar os espaços educacionais como lugares mais acolhedores, humanos e conectados ao cotidiano de quem os vive.Item type: Item , Práticas agrícolas e tecnologias sociais na cafeicultura do povo indígena Paiter Suruí: contribuições à agricultura familiar(Revista Cadernos Cajuína, 2026) Ribeiro, Nayara Neves; Silva, Suzenir Aguiar da; Jesus, Sérgio Nunes de; Quintino, Simone Marçal; Rossoni, Estela Pitwak; Simão, RogérioEste estudo identifica as práticas agrícolas e as tecnologias sociais empregadas na cafeicultura do povo Paiter Suruí, na Terra Indígena Sete de Setembro, em Cacoal, Rondônia, e analisa suas contribuições para a sustentabilidade e o fortalecimento da agricultura familiar, sob a perspectiva das Ciências Contábeis. A pesquisa, qualitativa, descritiva e exploratória, configura um estudo de caso construído pela triangulação de dados secundários. Parte-se da hipótese de que a preservação florestal e a valorização da ancestralidade não constituem entraves à viabilidade econômica, mas fatores de agregação de valor. Os resultados mostram que a produção se assenta em sistemas agroflorestais regidos por saberes tradicionais, que asseguram a segurança alimentar, e que a conversão da qualidade do grão em autonomia econômica depende de arranjos coletivos, certificações e reconhecimento territorial.Item type: Item , Formação docente e inovação pedagógica: a escola como espaço de aprendizagem permanente(REMUNOM, 2026) Carvalho, Martha Regina Biesek Vollbrecht; Jesus, Sérgio Nunes de; Silva, Simone Matia daO presente artigo discute a relação entre formação docente e inovação pedagógica, ao ressaltar a escola como espaço de aprendizagem permanente e transformação social. Destaca-se que as mudanças sociais, culturais e tecnológicas das últimas décadas exigem do professor a atuação crítica e investigativa, pois valoriza a reflexão sobre prática pedagógica. A inovação, portanto, vai além do uso de recursos tecnológicos, visto que, engloba a transformação da cultura escolar, dos métodos de ensino e das relações humanas na instituição, conforme propõe Carbonell (2016). Contudo, a formação inicial dos professores, frequentemente apresenta desafios, como a prática desconectada da teoria, o modelo tradicional de avaliação e a fragmentação do conhecimento, uma vez que, limita o desenvolvimento de competências relevantes para a realidade escolar. A formação continuada, por sua vez, precisa ser contextualizada às necessidades locais e à prática docente, de modo que, promova a autonomia, a reflexão e a participação dos atores escolares. Nesse cenário, autores como Charlot, Libâneo e Imbernón enfatizam a importância da formação dinâmica, colaborativa e situada historicamente, que prepare o professor para lidar com as complexidades da sociedade em rápida transformação.Item type: Item , Estudo diagnóstico das rotinas e boas práticas de ordenha em propriedades de agricultura familiar na região do Cone Sul de Rondônia(PubVet, 2026) Faria, Eduarda Carinta Coimbra; Nogueira, Matheus Henrique; http://lattes.cnpq.br/7333688742549045; https://orcid.org/0009-0002-9183-6278; http://lattes.cnpq.br/3852762766623386; https://orcid.org/0009-0005-4700-496XA segurança alimentar e a viabilidade econômica da agricultura familiar estão diretamente vinculadas à qualidade do leite produzido, a qual é frequentemente comprometida por falhas na higiene de ordenha e pela alta prevalência de mastite bovina. Este estudo teve como objetivo diagnosticar as práticas de manejo, a infraestrutura das instalações e o monitoramento da saúde do rebanho em 40 pequenas e médias propriedades leiteiras, selecionadas aleatoriamente em seis municípios da região do Cone Sul de Rondônia, Brasil. A coleta de dados foi realizada por meio de visitas técnicas e aplicação de checklists estruturados, fundamentados nas Instruções Normativas federais nº 76 e nº 77. Os resultados demonstraram o predomínio da ordenha manual (65%) e do estímulo natural com o bezerro ao pé (82,5%), enquanto o uso de ocitocina para a ejeção do leite foi observado em apenas 17,5% dos casos. Foram identificadas lacunas sanitárias críticas para a qualidade do produto: 85% dos produtores não adotam procedimentos de desinfecção pré ou pósimersão (pré e pós-dipping), 75% não realizam o teste da caneca de fundo preto para detecção de mastite clínica e 60% reutilizam o leite de forma inadequada. No que tange à infraestrutura, embora 90% das áreas de ordenha sejam cobertas, 60% carecem de piso impermeável, o que resulta no acúmulo prejudicial de matéria orgânica no ambiente de ordenha.Item type: Item , Análise de morfogênese, produtividade, composição química e morfológica de pastagens no período das águas no Cone-Sul de Rondônia(2026) Paula, Matheus Sabino de; Gomes, Raphael dos Santos; http://lattes.cnpq.br/0727928570805422; https://orcid.org/0000-0003-4609-8974; https://lattes.cnpq.br/5746058456544791; https://orcid.org/0009-0008-8497-1504Objetivou-se através deste trabalho avaliar a composição morfológica e composição química (MS, PB, FDN, MM) de pastagens nos períodos das águas, em gramíneas forrageiras no Cone-Sul de Rondônia. A pesquisa foi realizada em pastagens já implementadas no setor de bovinocultura de leite (Produção animal III), dentro das instalações do IFRO Campus Colorado do Oeste. Foram avaliados 4 cultivares de forrageiras: Urochloa brizantha cv. Piatã, U.brizantha cv. Xaraés, U. brizantha cv. Marandu e Megathyrsus maximus cv. Mombaça. Foram utilizadas 4 gaiolas de exclusão (1x1m) por capim, distribuídas em áreas representativas das pastagens para coleta. As parcelas eram cortadas quanto atingiam as alturas de 35cm, 35cm, 45cm e 90cm, deixando resíduos de 15cm, 15cm, 20 cm e 45cm para os cultivares BRS Piatã, Marandu, Xaraés e Mombaça, respectivamente. Houve diferenças significativas entre as gramíneas para MS, FDN, MM, produtividade e características morfológicas. O capim Mombaça apresentou maior teor de matéria seca (27,89%), maior produtividade de matéria seca (2323,02 kg ha⁻¹) e maior proporção de folhas (96,13%). O capim Xaraés apresentou menor teor de FDN (64,32%) e maior teor de matéria mineral (9,99%). Não foram observadas diferenças significativas para proteína bruta, cujos valores variaram de 6,96% a 8,27%. De modo geral, Mombaça e Xaraés demonstraram maior potencial produtivo, enquanto a composição química das gramíneas foi considerada satisfatória, exceto pelos baixos teores de proteína bruta observados. Os capins durante o período avaliado apresentaram composição química satisfatório, com exceção do valor de proteína que pode ser considerado baixo para a época avaliada.




