Língua(gem) e literatura na educação básica: leitura crítica, distopias, desumanização tecnológica (parte um)
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Revista Educa
Resumo
O presente artigo realiza análise das representações sociais do futuro na literatura distópica, relacionando-as aos processos históricos, filosóficos e pedagógicos. Destaca que o progresso técnico e científico, especialmente no século XX, apresenta face ambígua, simboliza avanços e riscos de desumanização, controle social e alienação. Obras como Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley, 1932) e 1984 (George Orwell, 1948) exemplificam narrativas que problematizam o impacto da tecnologia na liberdade, na autonomia e na subjetividade ao direcionamento que o desenvolvimento sem ética pode fortalecer estruturas opressoras. Associa de igual forma essas reflexões às manifestações culturais contemporâneas, como canções; logo, o estudo aponta para o potencial de recursos interdisciplinares na formação de leitores críticos. Assim sendo, a proposta pedagógica reforça a importância da leitura que utiliza metáforas e análise discursiva para sensibilizar estudantes às questões do controle social e da perda de humanidade, especialmente na era digital. Para tanto, ressalta o papel do ensino de Literatura e Língua Portuguesa na formação ética, crítica e cidadã ao proporcionar ferramentas da relação entre tecnologia, poder, liberdade e fortalece a autonomia e o pensamento reflexivo na sociedade contemporânea.
Descrição
Palavras-chave
Distopia, Educação Crítica, Tecnologia, Controle Social, Reflexão
