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Linguagem e didática amazônica: entre a colonialidade e a resistência cultural (abordagens)

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REMUNOM

Resumo

O estudo aborda as condições de produção e os sentidos atribuídos ao ensino de língua inglesa na região amazônica, destacando a influência de uma lógica colonial e padronizadora na elaboração dos livros didáticos utilizados na educação pública. Obras frequentemente produzidas por editoras do Sudeste do país, refletem a visão excludente que silencia as realidades e potencialidades locais e promove a narrativa exótica, mercantilizada e alienada da cultura amazônica. A análise aponta para o silenciamento discursivo das populações ribeirinhas, indígenas e urbanas periféricas, cujas identidades e subjetividades são ignoradas na construção dos conteúdos e reforça a hierarquia de lugares e competências. Além disso, os materiais apontam para estereótipos e apropriações simplificadas da biodiversidade e dos saberes tradicionais, vinculando a Amazônia a imagem de preservação passiva e de recursos a serem explorados por interesses externos, ao mesmo tempo, em que excluem o protagonismo científico e técnico local. Nesse contexto, o texto evidencia a necessidade para uma pedagogia decolonial capaz de desconstruir esses discursos e promover a valorização da diversidade cultural e linguística, fomentando uma educação que dialogue com as realidades regionais e potencialize a autonomia dos estudantes.

Descrição

Palavras-chave

Ensino de Língua Inglesa, Amazônia, Discurso Colonial, Educação Decolonial, Representação Cultural

Citação

JESUS, Sérgio Nunes de; ALVES, Shyrley de Almeida. Linguagem e didática amazônica: entre a colonialidade e a resistência cultural (abordagens). REMUNOM, v. 2, n. 2, p. 1–25, 2026. DOI: 10.66104/kgzxsq57.